A Impermanência dos Viventes

CLARA SILVEIRA

Curadoria

Karine Abatti e Rosangela Cherem

A exposição apresenta formas provenientes de peças feitas em cera: as mãos enrugadas da avó materna e as mãos jovens da irmã, lembrando os moldes dos modelos anatômicos e das peças funerárias, mas que também evocam objetos votivos e memoriais, à maneira de Rodin, além de instrumentos cirúrgicos, modelados em porcelana e pintados com platina. Constituem -se como existências mínimas, paridas pelo gesto artístico, frágeis e comoventes que, desde a primeira camada, fazem jus ao abrigo que as recebe, tornando-se dispositivos de reflexão sobre a vida e o destino de tudo que um dia nasce para depois perecer.

A Impermanência dos Viventes tem sua exibição presencial na Galeria Movimento, um espaço expositivo itinerante da Plataforma Destempo, recebida no ateliê da artista plástica Ilca Barcellos, anfitriã da mostra apresentada entre agosto e setembro de 2025. Veja agora sua versão virtual!

No inverno de 2025, um antigo oratório se torna abrigo para objetos de pequeno formato, qualificando o portátil e acolhendo, justaposições entre o sagrado e o profano, a ciência e a arte, o banal e o extraordinário, o individual e o coletivo. Sua primeira anfitriã é a artista visual Ilca Barcellos, em cujo espaço acolhedor circulam muitos interessados em aprender e praticar arte. A primeira artista a expor é Clara Silveira, jovem, viajada, ex-aluna de Artes Visuais do CEART/UDESC, bailarina de tango e filha de médicos que sempre a estimularam a encontrar seus próprios caminhos.

A exposição A Impermanência dos Viventes apresenta peças feitas em cera: as mãos enrugadas da avó materna em posição de oração e as mãos jovens da irmã em posição de descanso. Lembram os moldes que habitam o entre-lugar dos modelos anatômicos e das peças funerárias, mas que também evocam objetos votivos e memoriais, à maneira de Rodin. Com espantoso esmero, vemos ainda instrumentos cirúrgicos, modelados em porcelana e pintados com platina.

São essas figurações que nos conduzem ao tema e ao conceito da exposição sobre a impermanência dos seres e das coisas, sua constante metamorfose, destruição e (re-) criação. Seres viventes como existências mínimas, paridas pelo gesto artístico, frágeis e comoventes que, desde a primeira camada, fazem jus ao abrigo que as recebe, tornando-se dispositivos de reflexão sobre a vida e o destino de tudo que um dia nasce para depois perecer.          

Karine Abatti e Rosangela Cherem

Curadoras

Conheça a Galeria Movimento,  espaço expositivo itinerante da Plataforma Destempo que recebeu a exposição presencial A Impermanência dos Viventes, de Clara Silveira, entre agosto e setembro de 2025.

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